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Computação na nuvem: o que é e o que muda em nossa vida?

Computação na NuvemEmbora o Cloud Computing seja um tema já consideravelmente conhecido, ainda há uma considerável dificuldade técnica e pessoal para a introdução desse sistema no dia a dia do usuário comum.

Antes de iniciar de fato o assunto, caso o leitor tenha dúvidas, gostaria de explicar basicamente o que é o Cloud Computing ou Computação na Nuvem, como queira.

É um sistema de armazenamento de dados via internet, que não exige a instalação de softwares no computador. Existem servidores de empresas fornecedoras, tais como Google, Microsoft, Apple, entre outras, que possuem entrada “pública” de dados. Digamos que é um grande HD (Hard Disk, Disco Rígido) disponível para todos os cadastrados e, evidentemente, com conexão – boa – à internet. Esse sistema não somente fornece um HD, mas softwares, programas completamente “fora” do computador. Um dos melhores exemplos na atualidade é o novo Microsoft Office 365. É baseado somente na internet, no grande servidor, com a necessidade de somente obter um registro e licença (sim, é necessário pagar). Além desse, há outros produtos in cloud, como SkyDrive, Google Drive, iCloud, Adobe Creative Cloud, que é o mais utilizado pacote de ferramentas de criação pelos designers, e também não podemos deixar de lado o novo Windows 8, que leva interface e um sistema completamente voltado para nuvem. Há ainda muitos outros exemplos de produtos.

Aparentemente esse sistema veio para diminuir nossa perda de tempo de instalação, grande armazenamento no computador e, no âmbito geral, para salvar a nossa vida virtual. Em partes.

Por que salvar?

Oras, imagine poder acessar todo o nosso computador de qualquer lugar a qualquer hora, sem a necessidade de estarmos com esse fisicamente. Basta alguns cliques e uma conexão à internet, seja por Wi-Fi (conexão sem fio), 3G ou 4G (“G” significa “Geração”). Tudo muito rápido, simples e prático.

Na prática, a utilização é um tanto simples (mas tem também as suas complicações técnicas no princípio). Por exemplo: você precisa entregar um trabalho da faculdade, mas aconteceu que esqueceu o arquivo impresso em casa. Você não pode voltar para buscar e nem pedir para alguém trazer. Mas, para sua alegria, lembrou-se que está arquivado no Google Drive, em compartilhamento com seu e-mail e seu HD. Então, tudo o que você precisa fazer somente é achar qualquer outro computador ou em seu próprio smartphone, baixar o arquivo e manda-lo imprimir. Salvou ou não salvou?

(sinta-se nas nuvens)
Sinta-se nas Nuvens

Além disso, esse sistema pode proporcionar também novos modelos de marketing digital e integração com as mídias sociais. Não se sabe ao certo como essas iniciativas podem cooperar com o Cloud Computing e vice versa, mas as possibilidades e formação de estratégias são pontos a serem pensados com seriedade.

Por que em partes?

Se fizermos uma análise superficial sobre a conexão à internet em países com alto nível de desenvolvimento, esse sistema funciona muito bem. A conexão no Japão, por exemplo, é maior que a velocidade de um HD convencional, com uma velocidade de 7.200 RPM, ou atém mesmo um SSD (Solid State Disk), que possui a tecnologia de memória Flash, isto é, muito mais rápido a um HD comum. Somente para ter uma noção da velocidade dessa internet: imagine você transferindo um arquivo do seu computador para um HD externo… Imaginou? Essa é a velocidade de um download nipônico de uns 4Gb. Incrível! Não dever haver o mínimo problema de utilizar as ferramentas na Nuvem em uma internet assim.

Vamos pensar agora em América Latina, mais especificamente, Brasil. Duvido muito que os brasileiros se sentem confortáveis e contentes com a conexão que lhes é fornecida pelas empresas. A minha conexão residencial, por exemplo, é somente 2Mb (isso quando a operadora – raramente – não me rouba a conexão). Essa “velocidade”, no Japão, era vendida há 15 anos atrás.

O fato é que em nosso país não há infraestrutura suficiente para suportar completamente as demandas da tecnologia de Cloud Computing. Isto é, o que poderia ser prático, torna-se num objeto inacessível. Não é necessário ter um super computador, mas sim uma super internet.

Em resumo

A adaptação dos usuários brasileiros ao sistema ainda é uma incógnita. As pessoas por enquanto não estão acostumadas com esse tipo de sistema, uma vez que, pelos motivos supra citados e também pela falta de confiança nos servidores, a facilidade pode se tornar em grande frustração. Apesar de tudo, não podemos perder as esperanças. O sistema ainda está surgindo, a internet aos poucos está melhorando e gradualmente as empresas estão desenvolvendo seus serviços.

Vamos aguardar.

Eduardo Storini
Desde 2009 atuando no mercado de marketing digital brasileiro. Trabalha ativamente no desenvolvimento de novas estratégias para aumento de vendas e captação de leads para os clientes da Agência St.

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