Mercado

Percepção do Marketing Digital em NY

Enquanto eu andava pelo centro mais badalado de Nova Iorque, em Manhattan, na Times Square, me deparei com muita publicidade. Publicidade em meio a luzes, placas, em veículos, em balões com gás hélio, em lojas, táxis, motos, metrô, ônibus, balsas, entre muitos outros veículos, literalmente. Mas o fator mais interessante não era o meio visual, mas sim o direcionamento que aquelas informações davam. Todas possuíam hashtags, QR codes e informações que tinham por objetivo levar a um meio digital. Isso sim achei interessante. E o mais interessante ainda foi ver as pessoas interagindo normalmente com esses ‘links’ offline para acessar o online. Era muito comum.

Starbucks

Caminhei mais alguns trechos e me deparei com um caminhão do Starbucks distribuindo uma nova bebida gelada. E não era aquela miséria que temos por aqui, mas sim um copo bem servido da bebida. O promotor estava lá, pronto para servir; as pessoas se achegaram, receberam a bebida e mais um pequeno folder, chamando para o site, conhecer o produto e ganhar descontos. Ao acessar e realizar alguns processos era só apresentar o smartphone com alguma informação da promoção em alguma loja (que são muitas e diversas em qualquer esquina) e, bang! Pronto! Um percentual de desconto e mais uma bebida grátis! Incrível.

Em São Paulo é possível ver muita gente andando com seus smartphones, tirando fotos, mandando mensagens, verificando suas redes, entre outras coisas, mas não daquela forma, induzida pelas empresas. Nos EUA, especificamente em Nova Iorque, essa cena é muito mais explícita e massificada. Claro que, lá, a internet é de longe melhor à nossa, o que gera uma motivação maior aos usuários. Agora, no Brasil…

New-York-Macys-Store

Enquanto a pessoa que estava comigo fazia compra na Macy’s, fiquei sentando num banco de espera. Ali, liguei o Wi-Fi – aberto, por sinal – e fiquei vendo minhas redes. Logo à minha frente, havia algumas placas com informações de produtos e um convite para curtir uma determinada fanpage ou fazer alguma coisa na internet. Claro que não curti e não fiz nada daquilo, mas pensei profundamente: tudo é publicidade, tudo é marketing digital. A cultura comercial americana induz o consumidor a conhecer seus novos produtos e serviços de qualquer forma. Não importa onde você esteja, seja num banco de espera de uma loja, num restaurante ou num taxi, a internet está ali para fazer-nos bons consumidores, com o apoio das estruturas e criatividade offline.

Enfim, de qualquer forma, o que esperar de uma cidade que tem investimentos específicos para sua publicidade e criação de sua própria imagem?

Mas particularmente > www.iloveny.com

Eduardo Storini
Desde 2009 atuando no mercado de marketing digital brasileiro. Trabalha ativamente no desenvolvimento de novas estratégias para aumento de vendas e captação de leads para os clientes da Agência St.

4 Comments

  1. Hey Marcio, tudo bem? Li seu artigo e achei muito interessante.

    Vale resaltar a importância e o quanto o mundo está mobile e cada vez mais as empresas precisam estar preparados para isso.

    Abraços e parabéns por levantar esta questão!

    1. Obrigado, Daniel!

      Devemos de fato estar atentos às tendências mobile mesmo. Os EUA já estão à frente faz algum tempo. Precisamos explorar melhor esse nicho também, não é? Acho que o Brasil ainda tem muito problema com isso, principalmente por a internet ser uma porcaria =(

      Abs!!!

      1. Tudo bem sim Storini! Cara, quando todos caírem na real do SoLoMo o mundo será outro, com certeza, ou melhor o Brasil.

        Começando simplesmente por um site “responsivo” que muuuitas empresas sequer pensam nisso e toda vez que vamos falar (diga-se evangelizar) sobre, devemos mostrar como uma vantagem. Isso não é uma vantagem, isso é obrigatório. Tenho mais visitantes por celular do que pelo computador.

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